CONFISSO DE F DE WESTMINSTER PDF

Em momentos, nos quais, alguma nova doutrina levantou-se com fora, desafiando o consenso da f bblica e estabelecida, perturbando a paz, como tambm, a doce unio entre os irmos, observa- se que na histria da igreja crist, a reao corporativa dos fiis pastores que vigiam sobre o rebanho de Deus , sobretudo, portar com firmeza e clareza, a declarao e conselho, atravs dos quais, guiaro as ovelhas para longe da sedutora voz do estranho, cuja garganta um sepulcro aberto de engano, capaz de direcion-las ao inferno. Por isso torna-se to importante que, o cuidado dos pastores seja realizado com o poder da Palavra, segundo a graa do Senhor, na operao do Seu Esprito. Outra forma de se referir a estes escritos pelo nome "smbolo". Por conseguinte, o "Credo Apostlico", por exemplo, chamado, tambm, "Smbolo Apostlico". Isto significa que a funo positiva dos credos servir de parmetro identificvel, como tambm, estabelecimento da comunho entre aqueles que tm parte na genuna f e na igreja de Cristo Jesus.

Author:Goltishicage Mokinos
Country:Benin
Language:English (Spanish)
Genre:Medical
Published (Last):23 April 2015
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Ainda que a luz da natureza e as obras da criao e da providncia de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens cam inescusveis, contudo no so sucientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessrio para a salvao; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservao e propagao da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupo da carne e malcia de Satans e do mundo, foi igualmente servido faz-la escrever toda.

Isto torna indispensvel a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo. Referncias - Sal. Os livros geralmente chamados Apcrifos, no sendo de inspirao divina, no fazem parte do cnon da Escritura; no so, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados seno como escritos humanos. A autoridade da Escritura Sagrada, razo pela qual deve ser crida e obedecida, no depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus a mesma verdade que o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque a palavra de Deus.

II Tim. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreo da Escritura Sagrada; a suprema excelncia do seu contedo, e eccia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo que dar a Deus toda a glria , a plena revelao que faz do nico meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelncias incomparveis e completa perfeio, so argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuaso e certeza da sua infalvel verdade e divina autoridade provm da operao interna do Esprito Santo, que pela palavra e com a palavra testica em nossos coraes.

I Tim. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessrias para a glria dele e para a salvao, f e vida do homem, ou expressamente declarado na Escritura ou pode ser lgica e claramente deduzido dela. Escritura nada se acrescentar em tempo algum, nem por novas revelaes do Esprito, nem por tradies dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessria a ntima iluminao do Esprito de Deus para a salvadora compreenso das coisas reveladas na palavra, e que h algumas circunstncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum s aes e sociedades humanas, as quais tm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudncia crist, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.

Na Escritura no so todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvao, em um ou outro passo da Escritura so to claramente expostas e explicadas, que no s os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinrios, podem alcanar uma suciente compreenso delas.

II Pedro ; Sal. O Velho Testamento em Hebraico lngua vulgar do antigo povo de Deus e o Novo Testamento em Grego a lngua mais geralmente conhecida entre as naes no tempo em que ele foi escrito , sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providncia conservados puros em todos os sculos, so por isso autnticos e assim em todas as controvrsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, no sendo essas lnguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus l-las e estud-las, esses livros tm de ser traduzidos nas lnguas vulgares de todas as naes aonde chegarem, a m de que a palavra de Deus, permanecendo nelas E ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalm como em toda a Judia e Samaria, e at aos conns da terra.

A regra infalvel de interpretao da Escritura a mesma Escritura; portanto, quando houver questo sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura sentido que no mltiplo, mas nico , esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvrsias religiosas tm de ser determinadas e por quem sero examinados todos os decretos de conclios, todas as opinies dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opinies particulares, o Juiz Supremo em cuja sentena nos devemos rmar no pode ser outro seno o Esprito Santo falando na Escritura.

H um s Deus vivo e verdadeiro, o qual innito em seu ser e perfeies. Ele um esprito purssimo, invisvel, sem corpo, membros ou paixes; imutvel, imenso, eterno, incompreensvel, - onipotente, onisciente, santssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua prpria glria e segundo o conselho da sua prpria vontade, que reta e imutvel.

Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glria, bondade e bem-aventurana. Ele todo suciente em si e para si, pois no precisa das criaturas que trouxe existncia, no deriva delas glria alguma, mas somente manifesta a sua glria nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele a nica origem de todo o ser; dele, por ele e para ele so todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domnio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser.

Todas as coisas esto patentes e manifestas diante dele; o seu saber innito, infalvel e independente da criatura, de sorte que para ele nada contingente ou incerto.

Ele santssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe so devidos todo o culto, todo o servio e obedincia, que ele h por bem requerer deles. Joo ; At. Na unidade da Divindade h trs pessoas de uma mesma substncia, poder e eternidade Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Esprito Santo, O Pai no de ningum - no nem gerado, nem procedente; o Filho eternamente gerado do Pai; o Esprito Santo eternamente procedente do Pai E ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalm como em toda a Judia e Samaria, e at aos conns da terra.

Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sbio e santo conselho da sua prpria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porm de modo que nem Deus o autor do pecado, nem violentada a vontade da criatura, nem tirada a liberdade ou contingncia das causas secundrias, antes estabelecidas. Ainda que Deus sabe tudo quanto pode ou h de acontecer em todas as circunstncias imaginveis, ele no decreta coisa alguma por hav-la previsto como futura, ou como coisa que havia de acontecer em tais e tais condies.

Pelo decreto de Deus e para manifestao da sua glria, alguns homens e alguns anjos so predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna.

Esses homens e esses anjos, assim predestinados e preordenados, so particular e imutavelmente designados; o seu nmero to certo e denido, que no pode ser nem aumentado nem diminudo.

Joo , ; ; II Tim. Segundo o seu eterno e imutvel propsito e segundo o santo conselho e beneplcito da sua vontade, Deus antes que fosse o mundo criado, escolheu em Cristo para a glria eterna os homens que so predestinados para a vida; para o louvor da sua gloriosa graa, ele os escolheu de sua mera e livre graa e amor, e no por previso de f, ou de boas obras e perseverana nelas, ou de qualquer outra coisa na criatura que a isso o movesse, como condio ou causa.

Assim como Deus destinou os eleitos para a glria, assim tambm, pelo eterno e mui livre propsito da sua vontade, preordenou todos os meios conducentes a esse m; os que, portanto, so eleitos, achando-se cados em Ado, so remidos por Cristo, so ecazmente chamados para a f em Cristo pelo seu Esprito, que opera no tempo devido, so justicados, adotados, santicados e guardados pelo seu poder por meio da f salvadora.

Alm dos eleitos no h nenhum outro que seja remido por Cristo, ecazmente chamado, justicado, adotado, santicado e salvo. I Pedro ; Ef. Segundo o inescrutvel conselho da sua prpria vontade, pela qual ele concede ou recusa misericrdia, como lhe apraz, para a glria do seu soberano poder sobre as suas criaturas, o resto dos homens, para louvor da sua gloriosa justia, foi Deus servido no contemplar e orden-los para a desonra e ira por causa dos seus pecados.

E ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalm como em toda a Judia e Samaria, e at aos conns da terra. A doutrina deste alto mistrio de predestinao deve ser tratada com especial prudncia e cuidado, a m de que os homens, atendendo vontade revelada em sua palavra e prestando obedincia a ela, possam, pela evidncia da sua vocao ecaz, certicar-se da sua eterna eleio. Assim, a todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho esta doutrina fornece motivo de louvor, reverncia e admirao de Deus, bem como de humildade diligncia e abundante consolao.

Ao princpio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Esprito Santo, para a manifestao da glria do seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espao de seis dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele h, visveis ou invisveis.

Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e fmea, com almas racionais e imortais, e dotou-as de inteligncia, retido e perfeita santidade, segundo a sua prpria imagem, tendo a lei de Deus escrita em seus coraes, e o poder de cumpri-la, mas com a possibilidade de transgredi-la, sendo deixados liberdade da sua prpria vontade, que era mutvel. Alm dessa escrita em seus coraes, receberam o preceito de no comerem da rvore da cincia do bem e do mal; enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunho com Deus e tiveram domnio sobre as criaturas.

Pela sua muito sbia providncia, segundo a sua infalvel prescincia e o livre e imutvel conselho da sua prpria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glria da sua sabedoria, poder, justia, bondade e misericrdia, sustenta, dirige, dispe e governa todas as suas criaturas, todas as aes e todas as coisas, desde a maior at a menor.

Nee, ; Sal. Posto que, em relao prescincia e ao decreto de Deus, que a causa primria, todas as coisas acontecem imutvel e infalivelmente, contudo, pela mesma providncia, Deus ordena que elas sucedam conforme a natureza das causas secundrias, necessrias, livre ou contingentemente. Na sua providncia ordinria Deus emprega meios; todavia, ele livre para operar sem eles, sobre eles ou contra eles, segundo o seu arbtrio. A onipotncia, a sabedoria inescrutvel e a innita bondade de Deus, de tal maneira se manifestam na sua providncia, que esta se estende at a primeira queda e a todos os outros pecados dos anjos e dos homens, e isto no por uma mera permisso, mas por uma permisso tal que, para os seus prprios e santos desgnios, sbia e poderosamente os limita, e regula e governa em uma mltipla dispensaro mas essa permisso tal, que a pecaminosidade dessas transgresses procede to somente da criatura e no de Deus, que, sendo santssimo e justssimo, no pode ser o autor do pecado nem pode aprov-lo.

O mui sbio, justo e gracioso Deus muitas vezes deixa por algum tempo seus lhos entregues a muitas tentaes e corrupo dos seus prprios coraes, para castig-los pelos seus pecados anteriores ou fazer-lhes conhecer o poder oculto da corrupo e dolo dos seus coraes, a m de que eles sejam humilhados; para anim-los a dependerem mais intima e constantemente do apoio dele e torn-los mais vigilantes contra todas as futuras ocasies de pecar, para vrios outros ns justos e santos. II Cron. Quanto queles homens malvados e mpios que Deus, como justo juiz, cega e endurece em razo de pecados anteriores, ele somente lhes recusa a graa pela qual poderiam ser iluminados em seus entendimentos e movidos em seus coraes, mas s vezes tira os dons que j possuam, e os expe a objetos que a sua corrupo torna ocasies de pecado; alm disso os entrega s suas prprias paixes, s tentaes do mundo e ao poder de Satans: assim acontece que eles se endurecem sob as inuncias dos meios que Deus emprega para o abrandamento dos outros.

Como a providncia de Deus se estende, em geral, a todos os crentes, tambm de um modo muito especial ele cuida da Igreja e tudo dispe a bem dela. Ams ; Mat. Nossos primeiros pais, seduzidos pela astcia e tentao de Satans, pecaram, comendo do fruto proibido. Segundo o seu sbio e santo conselho, foi Deus servido permitir este pecado deles, havendo determinado orden-lo para a sua prpria glria. Por este pecado eles decaram da sua retido original e da comunho com Deus, e assim se tornaram mortos em pecado e inteiramente corrompidos em todas as suas faculdades e partes do corpo e da alma.

Sendo eles o tronco de toda a humanidade, o delito dos seus pecados foi imputado a seus lhos; e a mesma morte em pecado, bem como a sua natureza corrompida, foram transmitidas a toda a sua posteridade, que deles procede por gerao ordinria. Desta corrupo original pela qual camos totalmente indispostos, adversos a todo o bem e inteiramente inclinados a todo o mal, que procedem todas as transgresses atuais.

Esta corrupo da natureza persiste, durante esta vida, naqueles que so regenerados; e, embora seja ela perdoada e morticada por Cristo, todavia tanto ela, como os seus impulsos, so real e propriamente pecado. Todo o pecado, tanto o original como o atual, sendo transgresso da justa lei de Deus e a ela contrria, torna, pela sua prpria natureza, culpado o pecador e por essa culpa est ele sujeito ira de Deus e maldio da lei e, portanto, exposto morte, com todas as misrias espirituais, temporais e eternas.

I Joo ; Rom. To grande a distncia entre Deus e a criatura, que, embora as criaturas racionais lhe devam obedincia como ao seu Criador, nunca poderiam fruir nada dele como bem-aventurana e recompensa, seno por alguma voluntria condescendncia da parte de Deus, a qual foi ele servido signicar por meio de um pacto. J ; Sal. O primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida prometida a Ado e nele sua posteridade, sob a condio de perfeita obedincia pessoal.

O homem, tendo-se tornado pela sua queda incapaz de vida por esse pacto, o Senhor dignou-se fazer um segundo pacto, geralmente chamado o pacto da graa; nesse pacto ele livremente oferece aos pecadores a vida e a salvao por Jesus Cristo, exigindo deles a f nele para que sejam salvos; e prometendo dar a todos os que esto ordenados para a vida o seu Santo Esprito, para disp-los e habilit-los a crer.

Este pacto da graa freqentemente apresentado nas Escrituras pelo nome de Testamento, em referncia morte de Cristo, o testador, e perduravel herana, com tudo o que lhe pertence, legada neste pacto. Este pacto no tempo da Lei no foi administrado como no tempo do Evangelho. Sob a Lei foi administrado por promessas, profecias, sacrifcios, pela circunciso, pelo cordeiro pascal e outros tipos e ordenanas dadas ao povo judeu, pregurando, tudo, Cristo que havia de vir; por aquele tempo essas coisas, pela operao do Esprito Santo, foram sucientes e ecazes para instruir e edicar os eleitos na f do Messias prometido, por quem tinham plena remisso dos pecados e a vida eterna: essa dispensaro chama-se o Velho Testamento.

II Cor. Sob o Evangelho, quando foi manifestado Cristo, a substncia, as ordenanas pelas quais este pacto dispensado so a pregao da palavra e a administrao dos sacramentos do batismo e da ceia do Senhor; por estas ordenanas, posto que poucas em nmero e administradas com maior simplicidade e menor glria externa, o pacto manifestado com maior plenitude, evidncia e eccia espiritual, a todas as naes, aos judeus bem como aos gentios.

No h, pois, dois pactos de graa diferentes em substncia mas um e o mesmo sob vrias dispensaes. Aprouve a Deus em seu eterno propsito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unignito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabea e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do Mundo; e deu-lhe desde toda a eternidade um povo para ser sua semente e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justicado, santicado e gloricado.

O Filho de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substncia do Pai e igual a ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do Esprito Santo no ventre da Virgem Maria e da substncia dela.

As duas naturezas, inteiras, perfeitas e distintas - a Divindade e a humanidade - foram inseparavelmente unidas em uma s pessoa, sem converso composio ou confuso; essa pessoa verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porm, um s Cristo, o nico Mediador entre Deus e o homem. Joo ,14; I Joo ; Fil. O Senhor Jesus, em sua natureza humana unida divina, foi santicado e sem medida ungido com o Esprito Santo tendo em si todos os tesouros de sabedoria e cincia. Aprouve ao Pai que nele habitasse toda a plenitude, a m de que, sendo santo, inocente, incontaminado e cheio de graa e verdade, estivesse perfeitamente preparado para exercer o ofcio de Mediador e Fiador.

Este ofcio ele no tomou para si, mas para ele foi chamado pelo Pai, que lhe ps nas mos todo o E ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalm como em toda a Judia e Samaria, e at aos conns da terra. Este ofcio o Senhor Jesus empreendeu mui voluntariamente. Para que pudesse exerc-lo, foi feito sujeito lei, que ele cumpriu perfeitamente; padeceu imediatamente em sua alma os mais cruis tormentos e em seu corpo os mais penosos sofrimentos; foi crucicado e morreu; foi sepultado e cou sob o poder da morte, mas no viu a corrupo; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos com o mesmo corpo com que tinha padecido; com esse corpo subiu ao cu, onde est sentado destra do Pai, fazendo intercesso; de l voltar no m do mundo para julgar os homens e os anjos.

O Senhor Jesus, pela sua perfeita obedincia e pelo sacrifcio de si mesmo, sacrifcio que pelo Eterno Esprito, ele ofereceu a Deus uma s vez, satisfez plenamente justia do Pai. Ainda que a obra da redeno no foi realmente cumprida por Cristo seno depois da sua encarnao; contudo a virtude, a eccia e os benefcios dela, em todas as pocas sucessivamente desde o princpio do mundo, foram comunicados aos eleitos naquelas promessas, tipos e sacrifcios, pelos quais ele foi revelado e signicado como a semente da mulher que devia esmagar a cabea da serpente, como o cordeiro morto desde o princpio do mundo, sendo o mesmo ontem, hoje e para sempre.

Cristo, na obra da mediao, age de conformidade com as suas duas naturezas, fazendo cada natureza o que lhe prprio: contudo, em razo da unidade da pessoa, o que prprio de uma natureza s vezes, na Escritura, atribudo pessoa denominada pela outra natureza. Joo l8; I Ped.

Cristo, com toda a certeza e ecazmente aplica e comunica a salvao a todos aqueles para os quais ele a adquiriu. Isto ele consegue, fazendo intercesso por eles e revelando-lhes na palavra e pela palavra os mistrios da salvao, persuadindo-os ecazmente pelo seu Esprito a crer e a obedecer, dirigindo os coraes deles pela sua palavra e pelo seu onipotente poder e sabedoria, da maneira e pelos meios mais conformes com a sua admirvel e inescrutvel dispensao.

Joo ; 39 e; I Joo ; Joo ; Ef. Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem forado para o bem ou para o mal, nem a isso determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza.

Tiago ; Deut. O homem, em seu estado de inocncia, tinha a liberdade e o poder de querer e fazer aquilo que bom e agradvel a Deus, mas mudavelmente, de sorte que pudesse decair dessa liberdade e poder. O homem, caindo em um estado de pecado, perdeu totalmente todo o poder de vontade quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvao, de sorte que um homem natural, inteiramente adverso a esse bem e morto no pecado, incapaz de, pelo seu prprio poder, converter-se ou mesmo preparar-se para isso.

Quando Deus converte um pecador e o transfere para o estado de graa, ele o liberta da sua natural escravido ao pecado e, somente pela sua graa, o habilita a querer e fazer com toda a liberdade o que espiritualmente bom, mas isso de tal modo que, por causa da corrupo, ainda nele existente, o pecador no faz o bem perfeitamente, nem deseja somente o que bom, mas tambm o que mau. Todos aqueles que Deus predestinou para a vida, e s esses, ele servido, no tempo por ele determinado e aceito, chamar ecazmente pela sua palavra e pelo seu Esprito, tirando-os por Jesus Cristo daquele estado de pecado e morte em que esto por natureza, e transpondo-os para a graa e salvao.

Isto ele o faz, iluminando os seus entendimentos espiritualmente a m de compreenderem as coisas de Deus para a salvao, tirando-lhes os seus coraes de pedra e dando lhes coraes de carne, renovando as suas vontades e determinando-as pela sua onipotncia para aquilo que bom e atraindo-os ecazmente a Jesus Cristo, mas de maneira que eles vm mui livremente, sendo para isso dispostos pela sua graa.

Esta vocao ecaz s da livre e especial graa de Deus e no provem de qualquer coisa prevista no homem; na vocao o homem inteiramente passivo, at que, vivicado e renovado pelo Esprito Santo, ca habilitado a corresponder a ela e a receber a graa nela oferecida e comunicada.

As crianas que morrem na infncia, sendo eleitas, so regeneradas e por Cristo salvas, por meio do Esprito, que opera quando, onde e como quer, Do mesmo modo so salvas todas as outras pessoas incapazes de serem exteriormente chamadas pelo ministrio da palavra. Os no eleitos, posto que sejam chamados pelo ministrio da palavra e tenham algumas das operaes comuns do Esprito, contudo no se chegam nunca a Cristo e portanto no podem ser salvos; muito menos podero ser salvos por qualquer outro meio os que no professam a religio crist, por mais diligentes que sejam em conformar as suas vidas com a luz da natureza e com a lei da religio que professam; o asseverar e manter que podem muito pernicioso e detestvel.

Os que Deus chama ecazmente, tambm livremente justica. Esta justicao no consiste em Deus infundir neles a justia, mas em perdoar os seus pecados e em considerar e aceitar as suas pessoas como justas. Deus no os justica em razo de qualquer coisa neles operada ou por eles feita, mas somente em considerao da obra de Cristo; no lhes imputando como justia a prpria f, o ato de crer ou qualquer outro ato de obedincia evanglica, mas imputando-lhes a obedincia e a satisfao de Cristo, quando eles o recebem e se rmam nele pela f, que no tm de si mesmos, mas que dom de Deus.

A f, assim recebendo e assim se rmando em Cristo e na justia dele, o nico instrumento de justicao; ela, contudo no est sozinha na pessoa justicada, mas sempre anda acompanhada de todas as outras graas salvadores; no uma f morta, mas obra por amor.

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