BICHOS MIGUEL TORGA PDF

O grande escritor portuguкs - tambйm poeta, teatrуlogo, contista e memorialista - Miguel Torga, inventa um mundo de bichos humanizados. Sгo catorze contos, onde o mistйrio da vida nos aparece no seu esplendor, perfilando bicho, homem e natureza numa comunhгo fraternal, em que todas as peзas sгo necessбrias ao puzzle da vida. Bichos й, tambйm, o retrato fiel do viver trasmontano; uma vida de suor e lбgrimas, por entre escolhos e lobos, mas sempre repleta daquela alegria que sу o sofrimento pode justificar: a alegria de ser, de viver em comunhгo total coma natureza, em fusгo permanente com os elementos. Miguel Torga fez desta obra um testemunho impar da uniгo natural entre os Homens e os Bichos — a simbiose da vida.

Author:Faejind Akinris
Country:Turks & Caicos Islands
Language:English (Spanish)
Genre:Medical
Published (Last):9 January 2017
Pages:75
PDF File Size:9.16 Mb
ePub File Size:19.59 Mb
ISBN:994-7-69240-731-8
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Dali a nada, ele. Ele, Miura, o rei da campina! O descampado infinito, loiro de sol e trigo O ilimitado redil das noites luarentas, com bocas mudas, limpas, a ruminar o tempo Depois, ao lado, passos incertos de quem entra vencido e humilhado no primeiro buraco Um som fino de corneta. Seria agora? Teria chegado, enfim, a sua vez? Foi a porta da esquerda que se abriu, e o rugido soturno que veio a seguir era do Bronco. Que seria? O senhor homem sabia bem quando e como as fazia.

Nova picada no lombo. Dum salto todo muscular, quase de voo, estava na arena. Um calor de bosta macia correu-lhe pelo rego do servidoiro. Urinou sem querer. Que papel ia representar? Hesitante, um tipo magro, doirado, entrou no redondel. Olhou-o a frio. Com ar de quem joga a vida, o manequim de lantejoulas caminhava sempre.

Tinha de ser. Assim nada o poderia salvar. Era preciso ver calmamente. Que a sua raiva atingisse ao menos o alvo. Tal e qual. Palmas, gritos. O homem! Passada a bruma que se lhe fez nos olhos, relanceou a vista pela plateia.

Mas o outro estava escudado. Humilhado, com o sangue a ferver-lhe nas veias, escarvou a areia mais uma vez, urinou e roncou, num sofrimento sem limites. Sangue e suor corriam-lhe pelo lombo abaixo. Ouviu uma voz que o chamava. Quem seria? Deu, como sempre na miragem enganadora. Renovou a investida. Iludido, outra vez. Apenas palmas ao actor. Quando chegaria o fim de semelhante tormento? Os homens tinham dessas generosidades?!

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